Equilibragem automática de aquecimento, condições de sucesso
1 Setembro 2015Artigo XPAIR – Operação de equilibragem pela medição das temperaturas de retorno
23 de Setembro de 2015Tudo sobre o equilibramento hidráulico estático e automático
Por Patrick DELPECH – para a sociedade MAPSEC – Março de 2020
Para os responsáveis técnicos e decisores (donos de obra, administração de condomínio, etc.), as novidades do setor, as armadilhas a evitar e as condições de boa realização dos equilibragens hidráulicas e térmicas.
Esta página apresenta os princípios gerais do equilíbrio hidráulico estático e automático.
Para descobrir o método MAPSEC aplicado a redes de aquecimento urbano, com diagnóstico, medições, ajustes, validação e o método EQUILOG, consulte a nossa página principal dedicada ao’equilíbrio hidráulico aquecimento central.
A PROBLEMÁTICA
Num mesmo circuito de aquecimento, a presença simultânea de divisões demasiado quentes e de divisões mal aquecidas é sintomática da generalizada falha de equilibragem.
Seja qual for a verdadeira origem do problema — má regulação hidráulica, erros de dimensionamento, isolamento heterogéneo, etc. —, este pode ser corrigido através do ajuste das válvulas denominadas «de equilíbrio», desde que estas estejam corretamente distribuídas e sejam suficientemente acessíveis.

Figura n.º 1: Te de regulação e torneira volumétrica IMI Hydronic
O ajuste a efetuar consiste em limitar as torneiras das antenas favorecidas de tal forma que, diminuindo o seu caudal, o das antenas desfavorecidas aumente.
O princípio de ajuste é, portanto, fácil de compreender, mas a sua implementação é muito mais delicada. O presente dossier desenvolve em que condições uma operação de equilibragem hidráulica decorrerá corretamente, particularmente em instalações existentes.
A ANÁLISE E O SABER-FAZER DOS GABINETES DE ESTUDOS
De um modo geral, uma rede de distribuição de água para aquecimento existente só pode ser facilmente equilibrada se tiverem sido previstas válvulas de equilíbrio acessíveis, fora das instalações ocupadas.
Se a instalação não for muito antiga, isso normalmente já foi previsto pelos gabinetes de engenharia aquando da conceção da instalação, através da instalação das chamadas válvulas de 2º nível de equilíbrio, situados nas caves, nos vãos sanitários ou mesmo nas caixas de escadas e, em qualquer caso, no exterior dos locais ocupados.

Figura 2: Torneiras de 2º nível de equilíbrio
Os circuitos que dispõem apenas de válvulas de equilíbrio instaladas nos radiadores são de difícil equilíbrio, pois o acesso concomitante a todos os compartimentos é muito difícil de organizar se estes estiverem ocupados.
Nesta situação, é necessário encomendar um estudo da distribuição a um gabinete de engenharia ou a um especialista em equilíbrio, para determinar as possibilidades de instalação de torneiras acessíveis a partir de 2º nível.
É de salientar que o equilíbrio do circuito será tanto mais eficaz quanto maior for o número de emissores «controlados» pelas válvulas de 2º O nível será moderado, com um número ideal de 5 a 10 unidades.
Em regra geral, nas instalações existentes, o único ajuste do 2º O nível de equilibragem (e níveis superiores) é suficiente para obter um resultado correto. Se ainda assim persistirem desordens em algumas antenas particulares, será sempre possível efetuar localmente a sua equilibragem complementar. Esta poderá ser efetuada corretamente, pois o grupo de emissores correspondente terá sido previamente alimentado normalmente pela correta regulação da sua válvula 2º nível.
Se a instalação de válvulas de balanceamento de 2º Se tal nível não for viável, será necessário considerar um plano complexo de acesso a todas as instalações.
Já que vamos optar por esta solução dispendiosa, podemos aproveitar para estudar a instalação da última geração de torneiras termostáticas, capazes de assegurar, além disso, um equilíbrio «dinâmico», cuja utilidade analisaremos posteriormente.

Figura 3: Torneiras termostáticas hidraulicamente dinâmicas Danfoss
Notemos finalmente que o ajuste destas válvulas necessita, tal como para todas as válvulas de equilíbrio, de um ajuste hidráulico inicial preciso.
Como veremos mais adiante, se o equilíbrio for efetuado através do ajuste dos caudais, a determinação destes exigirá, na ausência de registos sobre as instalações existentes, a intervenção de um gabinete de estudos.
A ANÁLISE E O SABER-FAZER DOS INDUSTRIALISTAS
Três gerações de válvulas de equilibragem coexistem.
1era Geração: As torneiras ou válvulas de equilíbrio estáticas e não volumétricas.
Estas torneiras não permitem a medição de caudais em circulação.

Figura 4: Válvulas de equilíbrio não volumétricas
Existem dois métodos para os ajustar:
- Simulação hidráulica das distribuições
- Uniformização das temperaturas de retorno das antenas a equilibrar
A simulação hidráulica das distribuições pressupõe o levantamento detalhado da rede (comprimentos dos troços, diâmetros, etc.), a determinação do comportamento hidráulico das válvulas instaladas e o cálculo das vazões a regular em cada ramal.
Nas instalações existentes, é complexo reunir todos estes dados e as incertezas daí decorrentes limitam as hipóteses de se chegar facilmente a um bom resultado.
Quando as instalações estão equipadas com torneiras deste tipo, a melhor solução consiste em proceder da seguinte forma: unificação das temperaturas de retorno de água das unidades a equilibrar.
Este método recente será apresentado mais adiante.
2º Geração: As torneiras ou válvulas de equilibragem estáticas e volumétricas.
Estas torneiras permitem a medição de débitos em circulação.

Figura n.º 5: Torneiras de equilibragem volumétricas Oventrop e Comap
Existem três métodos para os regular:
- Simulação hidráulica das distribuições
- Ajuste e controlo de caudais por medição no local
- Uniformização das temperaturas de retorno da água das antenas a equilibrar
Se descartarmos a primeira solução, tendo em conta as dificuldades que esta apresenta nas instalações existentes, é de salientar que trabalhar através do ajuste dos caudais requer igualmente a intervenção de um gabinete de estudos para determinar o caudal a ajustar em cada antena a equilibrar.
Nas instalações existentes, a solução mais simples continua a ser proceder à uniformização das temperaturas de retorno de água.
3º Geração: As torneiras ou válvulas de equilíbrio dinâmico
Última geração de torneiras de balanceamento, destinam-se a ser instaladas em os circuitos de caudal variável tais como os que estão equipados com torneiras termostáticas.
É necessário distinguir dois tipos de torneiras:
- As torneiras ou válvulas de equilíbrio « reguladores de pressão diferencial »

Figura n.º 6: Válvulas reguladoras de pressão diferencial Honeywell e Danfoss
Numa rede equipada com torneiras termostáticas (Rth), quando estas se «fecham», a diferença de pressão de alimentação (DP) da ramificação aumenta. Este aumento da DP opõe-se, então, ao fecho das Rth e conduz ao aumento do caudal nos emissores cujas torneiras termostáticas ainda não se fecharam.
Nesta situação, a válvula reguladora de pressão diferencial deteta o aumento da pressão diferencial e «fecha-se» para restabelecer a mesma.
Alguns modelos, como os que se vêem na fotografia acima, não são volumétricos e, por isso, não permitem a medição de caudais regulados. O seu ajuste ou a verificação desse ajuste deverá ser efetuado através da medição das temperaturas de retorno.
- 2º Tipos de válvulas de equilíbrio dinâmicas: As válvulas de equilíbrio automáticas (também conhecidos como auto-equilibrantes, independentes da pressão de alimentação, PIBCV ou reguladores de caudal)

Figura n.º 7: Válvulas de equilíbrio denominadas «automáticas» IMI Hydronic
Estas torneiras foram concebidas para permitir a configuração de uma única unidade terminal como, por exemplo, uma bateria de aquecimento de uma CTA ou de um ventiloconvector.
Podem ser motorizados, permitindo assim a regulação da unidade nas melhores condições de funcionamento hidráulico.
Por vezes, são utilizados para garantir o equilíbrio de antenas que incluem vários emissores equipados com válvulas de regulação de 2 vias tais como radiadores equipados com torneiras termostáticas. As torneiras de equilíbrio automáticas substituem, assim, as torneiras reguladoras de pressão diferencial normalmente previstas para este caso.
Esta situação não estava prevista inicialmente e não é mencionada nas especificações técnicas dos fabricantes. Com efeito, o funcionamento da válvula de equilíbrio automática não é, nesse caso, totalmente ideal e, nesta situação, assemelha-se ao de uma válvula de equilíbrio estática.
Poderá estudar este funcionamento consultando o artigo: « Equilíbrio automático, as condições de sucesso »
Nos comentários no final deste artigo, poderá verificar-se o ponto de vista de dois grandes fabricantes.
Assim, a IMI – Hydronic esclarece:
«No que diz respeito à instalação de válvulas automáticas (PIBCV, regulador de caudal, neste caso) em redes com caudal variável (habitações equipadas com torneiras termostáticas, por exemplo), as nossas posições enquanto peritos ou industriais especializados em hidráulica obrigam-nos a manter um discurso tecnicamente irrepreensível. Embora seja inegável o aumento da instalação de PIBCV na entrada das habitações, não podemos, por uma questão de ética, encorajar esta prática.»
De forma mais pragmática sobre o mesmo assunto, a Oventrop indica que, embora haja uma concessão técnica no que diz respeito ao sistema hidráulico, o ajuste geral obtido com válvulas automáticas é, ainda assim, muito melhor do que o obtido com válvulas estáticas e válvulas reguladoras de pressão, uma vez que estas últimas, na maioria das vezes, são pouco ou nada ajustadas.
De facto, o ajuste das válvulas reguladoras de pressão diferencial deixa frequentemente a desejar, nomeadamente nos modelos que não são volumétricos. Se não se trabalhar com medições da temperatura de retorno, o seu ajuste só poderá ser efetuado com base num cálculo hipotético da perda de carga. Se se pretender efetuar o equilíbrio através da medição do caudal, é indispensável optar por modelos volumétricos, e várias marcas disponibilizam válvulas volumétricas adaptáveis.

Figura n.º 6-bis: Válvula volumétrica equipada com uma válvula reguladora de pressão diferencial Oventrop
Concluindo, é importante salientar que não se deve confundir «instalação de torneiras» com «ajuste das torneiras», independentemente da geração dos modelos instalados.
Tal como nas gerações anteriores, as válvulas de equilíbrio dinâmico devem ser submetidas a um ajuste inicial rigoroso. Este ajuste poderá ser efetuado através de simulação e/ou medições de caudal e/ou medições das temperaturas de retorno. Este tema será abordado em pormenor no parágrafo seguinte.
OS MÉTODOS DE EQUILIBRAGEM
Nas instalações de aquecimento coletivo existentes, três metodologias de réglage initial des robinets d’équilibrage sont aujourd’hui utilisées.
- 1era méthode : Simulation du comportement hydraulique des réseaux

Sur les installations existantes, il est théoriquement possible d’effectuer les relevés nécessaires à l’estimation des débits et des pertes de charges des circuits pour en déduire par calcul le préréglage des robinets d’équilibrage. Il s’agit cependant d’un difficile « jeu de piste », sauf à exploiter des plans de distribution rarement disponibles.
Cette possibilité particulièrement développée par Monsieur Pierre Fridmann nécessite la possibilité de pouvoir ensuite vérifier le résultat de tous les préréglages effectués, soit par mesure des débits, soit par mesure des températures de retour d’eau.
Cette méthode concerne plutôt les installations neuves ou récentes qui ne présentent pas encore d’imprévisibles encrassements et sur lesquelles toutes les données de calcul nécessaires sont disponibles.
Elle peut notamment être utilisée pour déterminer les écarts de pression à régler sur les robinets « régulateurs de pression différentielle » disposant de graduations de réglage en unités de pression.
Le résultat de la simulation permet d’effectuer le préréglage des robinetteries avant qu’il soit ensuite contrôlé et ajusté sur site les débits d’eau ou les températures de retour d’eau effectivement obtenus.
- 2º méthode : Calcul, réglage et contrôle des débits à véhiculer
La méthodologie consiste à calculer et régler les débits à véhiculer. Elle nécessite bien sûr la présence de robinetteries dites « volumétriques », statiques ou dynamiques, permettant la mesure des débits.
Elle n’est donc pas applicable aux robinets non-volumétriques tels que les simples té de réglage installés en sortie de radiateurs, mais aussi en pied de colonne et surtout en retour des boucles de plancher chauffant.
Rappelons également que certains robinets régulateurs de pression différentielle ne sont pas volumétriques. Leur réglage ou le contrôle de leur réglage devra s’effectuer que par mesure des températures de retour.
Sur les installations existantes, pour la détermination des débits à régler, un bureau d’étude devra effectuer les relevés nécessaires à l’estimation des déperditions correspondant à chacune des antennes de chauffage à traiter.
Il devra pour cela calculer les déperditions des locaux standards et des locaux particuliers (sous terrasse, contre pignon, etc.). Puis, ce qui est souvent très délicat, il devra correctement les affecter à chacune des antennes à régler.
Le réglage des débits nécessite l’utilisation d’une mallette de mesure et, si les robinets ne sont pas dynamiques, l’utilisation d’une méthodologie particulière.
On pourra acquérir une de ces méthodes sur l’Eformation Xpair ou sur Simulateur.

Figure n°9 : Contrôle de débit Source Oventrop et mallette de mesure IMI Hydronic
Si les robinets à régler sont de type dynamique le réglage des débits peut s’effectuer plus facilement, sans utilisation de méthode particulière, sinon la vérification que le robinet le plus défavorisé dispose d’une pression différentielle d’alimentation suffisante.
Sur certains robinets dynamiques gradués en débit, le préréglage pourra s’effectuer sans mesure, mais cela ne devra pas affranchir de la mesure finale des débits obtenus lorsque tous les robinets auront été préréglés.
Sur les modèles qui ne sont pas gradués en débit, notamment les robinets régulateurs de pression différentielle, le réglage des débits ne pourra être effectué sans leur mesure effective (s’ils sont par ailleurs de type volumétriques).
Lorsque tous les robinets dynamiques auront été réglés ou préréglés, s’ils sont de types volumétriques, un équilibrage sérieux se conclura par la mesure de tous les débits en circulation afin de s’assurer que les interactions hydrauliques entre les antennes ont bien été traitées.
Rappelons en effet qu’il suffit de quelques antennes défavorisées pour devoir surchauffer tout le reste de la distribution, et le comportement hydraulique des circuits, notamment existants, réserve souvent bien des surprises.
- 3º méthode : Mesure et uniformisation en saison de chauffe des températures de retour d’eau
Cette solution plus récente dite « méthode EQUILOG » consiste, installation de chauffage en fonctionnement et température de départ stabilisée, à mesurer les températures de retour d’eau des antennes à équilibrer et à les uniformiser de telle sorte que toutes les antennes à régler soient « aussi chaudes » les unes que les autres.
D’apparence « simpliste », le procédé a fait, et fait encore, l’objet de critiques bien naturelles de ses concurrents. On pourra lire à ce sujet « Equilibrage hydraulique : du nouveau pour une méthode simple ». Mais on peut constater que sur plusieurs centaines de sites, plus de 80000 équivalents logements ont été à ce jour ainsi traités dans de bonnes conditions de rentabilité.
Après équilibrage, les antennes présenteront des températures de retour et des écarts de température aller/retour comparables (*).

Figure n°11 : Uniformisation(*) des températures d’eau d’un circuit de chauffage
(*) Lorsque la distribution hydraulique s‘y prête, il est bien sûr possible de régler des températures d’eau différenciées sur chaque antenne, pour tenir compte d’opérations locales d’isolation.
Cependant, on constate que sur les bâtiments ayant fait l’objet de rénovations thermiques homogènes (remplacement de l’ensemble des ouvrants, isolation de toutes les parois verticales extérieures), l’équilibrage initial ou postérieur réalisé par uniformisation des températures d’eau suffit à l’obtention d’un bon résultat.
L’ajustement de la puissance de chauffage peut ensuite s’effectuer par simple réglage de la température de l’eau en départ de chaufferie (réglage de la loi de chauffe).
Le procédé applicable à tous les types de robinets, a pu être optimisé grâce aux progrès réalisés dans le domaine de la thermométrie infrarouge et aux recherches effectuées par le GMTI94 – GEFEn.
On pourra étudier son principe sur l’Eformation Xpair ou sur Simulateur.
Le principal avantage de la méthodologie est de pouvoir s’affranchir de tous les calculs de déperditions ou de relevés d’installation sur les réseaux normalement dimensionnés. Elle est de ce fait particulièrement adaptée aux circuits existants sur lesquels les archives sont rarement disponibles.
Mise en œuvre expérimentalement dans les années 2000, cette procédure a été brevetée en France et récemment dans 15 pays européens.
La méthode « EQUILOG » est notamment mise en œuvre par « la société MAPSEC »(*) pour le compte de diverses sociétés d’exploitation et d’installation (Dalkia, Cofely-Soccram, Idex, etc.).
(*) MAPSEC 80 rue de Paris 93100 Montreuil Tél : 01 48 59 06 05 – www.mapsec.fr

Figure n°10 : Contrôle de température d’eau Source Mapsec
Notons enfin que dans l’article consacré aux robinets d’équilibrage dynamiques évoqué dans le § précédent, l’ingénieur représentant Oventrop indique dans les commentaires en fin de dossier.
« Pour l’existant l’équilibrage par uniformisation des températures de retour est également à mon sens la meilleure méthode, si la chute de température retenue est la bonne.
Malgré tout, cette méthode est chronophage et difficilement acceptée par les installateurs spécialistes du logement quand elle doit être effectuée manuellement.
Il existe des robinets qui font cela de façon automatique, mais le prix n’est pas le même »
Effectivement l’équilibrage par uniformisation des températures de retour nécessitait autrefois de longs temps d’attente de stabilisation thermique, mais les derniers progrès réalisés permettent aujourd’hui de s’en affranchir et la durée des opérations est devenue très compétitive.
On pourrait par ailleurs effectivement envisager de façon automatique la réalisation et le maintien dans la durée d’équilibrages par uniformisation des températures de retour. Mais, en l’état de la technologie cela nécessiterait l’installation et l’alimentation électrique de robinets d’équilibrage automatiques motorisés et raccordés à un automate ou à une GTB.
D’un point de vue économique cela reste pour le moment difficilement envisageable, du moins sur les installations existantes.
L’ANALYSE ET LE SAVOIR FAIRE DES INSTALLATEURS
Il faut surtout bien distinguer les activités de désembouage (lorsque nécessaire) et celles d’installation de robinets d’équilibrage, de celle de leur réglage initial proprement dit.
En effet, quel que soit le type de robinet, il est tentant pour une entreprise d’installation ou de désembouage d’intégrer à sa proposition le poste de mise en service sans toujours être à même de pouvoir en définir tous les paramètres.
Evidemment on peut imaginer qu’une même société puisse répondre à l’ensemble d’une opération de rééquilibrage, mais il faut alors qu’elle dispose d’équipes aux savoirs-faire très différents, pratiques et théoriques.
D’une façon générale il faudra donc être extrêmement prudent dans le choix d’une entreprise candidate à une action d’équilibrage. Il s’agit d’une spécialité technique difficile et les contre-performances sont nombreuses car la vérification de la qualité du travail réalisé est difficile à effectuer.
Même si cela devait induire un surcout, on n’hésitera donc pas à dissocier les interventions de telle sorte que les phases d’étude et/ou de mise au point soient assurées par des spécialistes du sujet.

Un bon moyen de sélection sera de demander, lors de la consultation, le type de méthode qui sera utilisé, et de bien faire préciser les données qui seront restituées après l’opération.
Un quelconque flou ou une hésitation sur les réponses apportées sur l’un ou l’autre de ces 2 points sera sans doute le signe d’une prestation mal maitrisée.
Si l’entreprise travaille par mesure de débit ou par simulation hydraulique, on pourra ainsi demander que la proposition inclue la remise finale:
- Du calcul détaillé des déperditions en correspondance avec chaque robinet à traiter et ayant conduit à l’établissement des débits à régler. On pourra ainsi s’assurer que les débits visés ne sont pas le résultat de grossières estimations.
- D’une grille certifiée des débits mesurés à l’issue du réglage de tous les robinets (et ne pas se contenter de la grille des débits théoriquement prévus). On pourra ainsi s’assurer que les interactions hydrauliques entre les antennes à régler ont été effectivement prises en compte et si utile pouvoir le contrôler.
Si l’entreprise travaille par mesure des températures de retour, on pourra demander que la proposition inclue:
- Quelques références correspondantes ou mieux, la communication d’au moins un rapport détaillé d’une opération précédemment effectuée. On pourra ainsi s’assurer de l’expérience du candidat car si le principe de la méthode est ancien, il n’est vraiment maitrisé que depuis peu.
- La restitution d’un graphique certifié, complet et détaillé des températures de retour mesurées, avant et après équilibrage, avec indication des températures de départ stabilisées pour lesquelles ces relevés ont été effectués. On pourra ainsi s’assurer de la qualité du travail réalisé.
RENTABILITE ET ECONOMIES D’ENERGIES
Il n’est pas facile de prévoir l’économie d’énergie à attendre d’une opération d’équilibrage.
En effet, si dans l’hypothèse d’un équilibrage parfaitement réalisé, on peut l’estimer à partir d’une cartographie des températures ambiantes initiales, celle-ci est en réalité très difficile à interpréter.
En tout état de cause, si l’on choisit cette voie d’estimation, il faut s’appuyer sur des enregistrements réalisés en période très froide et en l’absence de tout apport gratuit (ensoleillement, appareillage électrique, etc.) et non sur des mesures instantanées.

Fig 15 : Exemple d’enregistrement de températures ambiantes perturbées par les apports gratuits
Mais encore plus délicat est la prise en compte de l’implantation des robinetteries d’équilibrage qui pourront réellement être réglées. En effet, sur les installations de chauffage existantes, l’équilibrage ne s’effectue généralement que sur les robinets accessibles de 2º niveau (voir 2º §). En conséquence, la plus ou moins bonne implantation de ce 2º niveau est un paramètre essentiel pour l’estimation de l’économie d’énergie à attendre.
Sur ce point la société MAPSEC utilise une méthodologie dite REQUILOG qui lui permet à partir d’une cartographie des températures de retour d’eau mesurées à hauteur des robinets à régler, d’évaluer l’ampleur du déséquilibre qui pourra effectivement être traité.
Aussi, lorsque cela est possible, les opérations d’équilibrage qui lui sont confiées sont précédées d’une opération de diagnostic incluant cette évaluation, ce qui permet au décideur de mieux juger de l’intérêt de procéder ou non à l’opération.
Enfin notons que l’économie d’énergie découlant d’une opération d’équilibrage nécessitera l’implication ultérieure du technicien en charge du réglage de sa régulation.
En effet si l’équilibrage devait consister au final à ramener les locaux initialement les moins bien chauffés dans la situation des mieux chauffés, ce n’est pas une économie d’énergie que l’on obtiendrait…
Globalement, il semble que le % moyen des économies d’énergie après rééquilibrage des distributions de chauffage soit de l’ordre de 7% pour des amortissements de l’ordre de 2 à 3 années si le circuit ne nécessite pas ou peu de remplacements de robinets.
Jusqu’en décembre 2014, ces opérations pouvaient être intégrées au dispositif des Certificat d’Economie d’Energie pour un pourcentage forfaitaire d’économie d’énergie de 10%.
Les fiches BAR et BAT SE 04 correspondantes sont actuellement en cours de modification. Elles devraient reparaitre sous d’autres appellations dans le prochain arrêté ministériel consacré aux CEE.

Enfin pour conclure, une certitude, les opérations d’équilibrage sont globalement parfaitement rentables si elles s’effectuent avec rigueur.
La meilleure preuve en est le travail accompli par le service d’équilibrage de la société Dalkia en IdF(*) créé il y a une dizaine d’année pour exploiter la méthode EQUILOG et actuellement géré par Monsieur Christophe Tillay.
On pourra lire sur Xpair le compte rendu d’une de ses réalisations dans l’article « Opération d’équilibrage par uniformisation des températures de retour ».
(*) Dalkia Ile-de-France, Service Equilibrage, 28 Boulevard de Pesaro, 92 751 NANTERRE CEDEX Tel: 01 55 67 68 97
Les centaines d’opérations d’équilibrage réalisées par ce service l’ont été exclusivement sur des ensembles immobiliers gérés par la société dans le cadre de contrats MF (marché forfaitaire) ou MT (marché température). Sur ce type de contrats insuffisamment répandus, le client verse annuellement à l’exploitant une somme forfaitaire (ou corrigée des DJU) contre l’assurance d’un chauffage optimal.
L’approvisionnement en combustible est alors entièrement à la charge de la société d’exploitation. Son premier intérêt est donc de le réduire dans la limite d’un chauffage correct pour le client, puisque l’intégralité des économies d’énergie réalisées lui reviendra.
Ce type d’affaire encourage bien évidemment le prestataire à la meilleure gestion possible de l’installation et à lui affecter ses meilleures équipes. D’un point de vue écologique la situation est ainsi optimale.
Pour sa part, sans surcout particulier, le client a la garantie d’un chauffage pérenne et bien réglé et celle de récupérer, à l’issue de contrats généralement de 8 années, une installation aussi bien entretenue que possible.
Les équilibrages réalisés par le service Equilibrage de Dalkia IdF ont donc été financés sur fonds propres et amortis en quelques années par les économies d’énergies engendrées.
Le maintien et le développement sur 10 ans de ce service est une preuve indéniable de la bonne rentabilité de ce type d’opérations.

CONCLUSION
L’abaissement de la consommation énergétique de notre parc de chauffages collectifs existants repose sur l’isolation, le bon réglage des combustions, de la régulation et de l’équilibrage.
Malgré son influence majeure sur le réglage de la régulation et le rendement des chaudières à condensation (et des cogénérations), le dernier poste était jusqu’à présent le maillon faible.
Après une très longue pause, jamais le problème n’a autant été d’actualité.
Les progrès récents dans le domaine des robinetteries et de la mise au point devraient permettre de mieux exploiter un des plus importants gisements d’économie d’énergie restant disponible.
FONTES E LIGAÇÕES
- MISE AU POINT : www.mapsec.fr/mise-au-point
- COMMISIONING HVAC : www.mapsec.fr/commissioning
- AUDIT TERRAIN : www.mapsec.fr/audit
- TEST ETANCHEITE Réseaux aérauliques : www.mapsec.fr/mesure-de-letancheite-a-lair-des-reseaux-aerauliques
- SIMULATEUR Apprendre l’équilibrage : www.edipa.fr/LibrairieTechnique/Details/564


